QUALIDADE DE VIDA EM HIPERTENSOS DE JOVENS ADULTOS A TERCEIRA IDADE PRATICANTES E NÃO PRATICANTES DE EXERCÍCIOS FÍSICOS NA CIDADE DE UBÁ-MG

Gabriel Moizés Silva, Romulo José Mota Junior, Bianca Christian Medeiros Sales, Victor Neiva Lavorato

Resumo


A hipertensão arterial é uma das principais doenças causadoras de mortes em adultos e idosos do mundo, além de ser uma doença crônica não transmissível que aumenta de forma independente os fatores de riscos cardiovasculares, comprometendo a qualidade de vida das pessoas. Sendo assim, o objetivo do estudo foi avaliar a qualidade de vida (QV) em hipertensos, do jovem adulto à terceira idade, praticantes e não praticantes de exercícios físicos, na cidade de Ubá/MG. Foi realizado um estudo descritivo e de corte transversal, com 38 pessoas com idade média de 61,57 anos, entre participantes ou não de um projeto de alongamento do município, divididos em dois grupos: grupo praticante (P; n=19) e grupo não praticante (NP; n=19). A coleta ocorreu por meio de aplicação dos questionários: WHOQOL-bref, cujo objetivo foi avaliar a QV, IPAQ (versão-curta) com intuito de avaliar o nível de atividade física e o questionário socioeconômico ABEP que avaliou e classificou o nível econômico dos grupos. Quanto à QV, o grupo P, com predominância do sexo feminino e idade média 65,42 ± 12,43 anos, apresentou maior média em relação ao grupo NP somente no domínio físico. O grupo P foi o único que apresentou classificação “muito ativo” no questionário IPAQ. Todos os dois grupos encaixavam-se em classes econômicas baixas. Concluiu-se que a qualidade de vida de indivíduos, de jovem adulto à terceira idade, que praticam exercícios físicos, apresentou melhores resultados, com relevância no domínio físico.


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