MODELOS EXPERIMENTAIS EM LESÃO PULMONAR AGUDA

Raíssa Lopes Giacomini, Sofia Silva Pinto, Leda Marília Fonseca Lucinda, Maria Aparecida Esteves Rabelo, Camila Soares Furtado Couto, José de Alencar Ribeiro Neto, Vivian Santana Soares Ribeiro, Roberta Feital Xavier

Resumo


INTRODUÇÃO: A síndrome do desconforto respiratório agudo é de natureza inflamatória devido a lesão da membrana alvéolo-capilar que gera uma condição grave de insuficiência respiratória aguda hipoxêmica, além de uma disfunção do sistema surfactante, o que favorece o colapso alveolar e redução das áreas aeradas. é uma patologia considerada homogênea, no entanto possui diversos fatores de risco, sendo assim de difícil manipulação em laboratório para construção de um modelo animal que aborde todas as suas vias de manifestação. OBJETIVO: Realizar uma revisão bibliográfica com o relato dos principais modelos experimentais para o estudo da lesão pulmonar aguda (LPA). RESULTADOS: Há diversos modelos utilizados para induzir a tal lesão em animais, sendo a instilação de bactérias vivas e administração de endotoxina e a lesão pulmonar induzida pela ventilação as mais usadas. No entanto existem outros modelos que são, ácido oleico por via intravenosa, hiperóxia, depleção de surfactante, aspiração de ácido clorídrico, reperfusão e isquemia, ligação e perfuração de ceco e outros. Cada um desses tem um objetivo característica e processo envolvido. CONCLUSÃO: Devido a peculiaridade de cada método e a dificuldade de se encontrar um que englobe toda fisiopatologia da LPA, os modelos animais são escolhidos pelos objetivos da pesquisa experimental a ser realizada.


Palavras-chave


sepse; lesão pulmonar aguda; modelo animal

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