SÍNDROME DE MILLER FISHER: RELATO DE CASO

Tatiane Celeiro Nascimento, Amanda Mota Pacheco, Gisele Aparecida Fófano, Bruno dos Santos Farnetano

Resumo


Introdução: A Síndrome de Miller Fisher (SMF), descoberta em 1956 por Charles Miller Fisher, é uma variante benigna limitante da Síndrome de Guillain-Barré e caracteriza-se pela tríade clínica ataxia, oftalmoplegia e arreflexia, podendo apresentar diversas variações. Associa-se a uma dissociação albumino-citológica (DAC) no líquor. É uma doença auto-imune rara, que apresenta incidência de 1:1.000.000 de pessoas anualmente. Descrevemos um caso clínico que apresentou variações da tríade clássica com o objetivo de contribuir com evidências da rara síndrome neurológica, visto que existem poucos relatos e revisões casuísticas da SMF publicados. Relato de caso: Paciente sexo feminino, 29 anos, branca, com a história de dispneia, tosse e voz anasalada iniciada há 48 horas e precedida por quadro viral sete dias antes. Ao exame físico apresentava paralisia facial periférica bilateral, disfagia e reflexos osteotendíneos globais ausentes. Na data da admissão evolui com broncoaspiração e sepse sendo necessário intubação orotraqueal. Considerando o quadro de arreflexia e paralisia de nervos cranianos, suspeitou-se da Síndrome de Miller Fisher que foi corroborada com análise liquórica. O tratamento foi realizado com administração imunoglobulina endovenosa na dose total de 2g/kg e houve necessidade de traqueostomizar a paciente. Conclusão: Por se tratar de uma entidade neurológica rara, o conhecimento da SMF é de extrema importância dentre os profissionais da saúde, uma vez que o reconhecimento da tríade clássica e suas possíveis variações em determinadas situações clínicas instituem a aplicação do tratamento quando indicado e previnem complicações do paciente, o que proporciona melhor qualidade de vida para esse.


Palavras-chave


Síndrome de Miller Fisher, Ataxia, Paralisia Supranuclear Progressiva, Sistema Nervoso Periférico

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